III MARCHA DAS VADIAS DE PALMAS –
TOCANTINS
26 de junho de 2013
A comissão organizadora da III
Marcha das vadias vem a público e diante dos Orgãos Públicos do Tocantins
manifestar que:
Mais uma vez, juntamente com
outros Estados do Brasil e outros países do mundo, reivindicamos direitos das
mulheres a uma vida sem violência e sem discriminação, assim como o direito de
viver em um estado e em um país onde reinem a ética e a lisura nas
administrações.
Queremos a reforma política no
nosso país e no Tocantins, conforme propõe a Plataforma dos Movimentos Sociais
pela Reforma Política e o fim da corrupção que assola o país e que impede as
políticas sociais necessárias para que as mulheres tenham dignidade e
valorização.
A Marcha das Vadias tem sido um
espaço de igualdade e de denúncia, que deve continuar assim, contra toda forma
de discriminações contra as mulheres, em especial aquelas que dizem respeito ao
seu corpo e à sua condição de gênero.
Trata-se de uma manifestação
sobre violência e não sobre sexo, ou sexualidades, mas que denuncia também as
várias formas de violências associadas às escolhas ou orientações das pessoas
quanto à vivência da sua sexualidade, reprodutividade ou autonomia corporal.
Sendo assim, nós, mulheres e
homens, feministas, aliados e membros da III Marcha das Vadias, reivindicamos:
- a criação dos Orgãos Executivos
de gestão de políticas públicas para as mulheres, com status de secretaria e com ordenamento de despesas;
- a Política Estadual de combate
à violência contra as mulheres, com orçamento e planejamento plurianual;
- o funcionamento dos centros de
referência, assim como a ampliação das unidades e das casas abrigo;
- a estruturação e ampliação das
delegacias da mulher em todo o Estado;
- os serviços públicos essenciais
com a garantia de funcionamento 24 horas, em especial as Casas abrigo e
delegacia;
- o apoio concreto e financeiro
às Organizações da Sociedade Civil que atuam comprovadamente na área da
prevenção e atendimento aos casos de violência contra as mulheres;
- a criação de um protocolo único
de funcionamento da assistência e proteção das meninas e mulheres vítimas de
violência, com um sistema de notificação uniforme desde o nível básico até a
alta complexidade;
- apoio para a formação de
técnicos, servidores e militantes de movimentos sociais nos temas de gênero,
segurança pública, direitos humanos e feminismo, visando o combate à todas as
formas de violência e discriminação contra as mulheres;
- diminuição e apuração dos
índices de estupro em Palmas e em todo o Estado;
- diminuição e apuração dos
índices de feminicídio em Palmas e em todo o Estado;
- Apoio ao trabalho de redução de
danos ao uso de álcool e outras drogas entre mulheres, em especial as mais
excluídas e marginalizadas;
- Humanização e equidade no
atendimento às mulheres em situação de prostituição e travestis, com
investimento na formação de comissões e grupos auto-organizados e que façam o
controle social desde o nível comunitário;
- Que os/as agentes
comunitários/as de saúde e o programa de saúde da família ampliem seus
atendimentos, de forma humanizada e não preconceituosa às mulheres em situação
de prostituição que tem domicílios em bares e dormitórios a fim de que elas se
sintam mais seguras e habilitadas para acessarem os atendimentos do SUS;
- Serviços de denúncia e apuração
de racismo e sexismo nas instituições públicas do Estado.
Casa Oito de Março
Fórum Articulação de Mulheres Tocantinenses
Casa Oito de Março
Fórum Articulação de Mulheres Tocantinenses
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